Nov 26, 2008

Introdução / Objectivos Pessoais - Rizó

Defini para mim uma atitude exigente e coordenadora no grupo desde o início do ano tentando provocar motivação por parte dos meus colegas. Penso que conseguimos muito bem arrancar com o projecto começando desde a primeira aula a trabalhar como uma equipa. 
Na primeira etapa da pesquisa e contextualização do tema tenho explorado muito as suas variadas vertentes ao nível teórico, mais concretamente: a fundamentação da inteligência, como um fenómeno ontologico, em primeira instância no Homem, a sua possível adaptação para o sistema computacional, etc.

> Rizó / Objectivos Globais:

Testar o sistema actual de processamento de informação de modo a verificar a sua compatibilidade com os requisitos teóricos e técnicos da IA.
 Mostrar que os ciber-organismos podem superar de uma forma drástica as capacidade humanas, tanto ao nível racional, como creativo.
 Definir os elementos constituintes da consciência do Homem.
 Estabelecer interligações comparativas entre os elementos da consciência e procurar os seus análogos virtuais tecnológicos.
 Estudar o funcioanmento do processador computacional; o esquema lógico de gestão de memória.
 Estudar o funcionamento do cérebro; o esquema lógico de gestão do conhecimento.
 Estudar os mecanísmos da memória humana e adaptar um algoritmo computacional.
 Explicar o funcionamento da maquina de Turing.
 Procurar justificar a evolução tecnológica fundamentando-se nos avanços na área da IA.
 Distinguir a IA forte da IA fraca
 Mostrar que a identidade é uma mera condição intencional que se manifesta deterministicamente conforme a experiência do passado.
 Definir a liberdade sob a perspectiva do determinismo.
 Verificar em que medida é que se pode afirmar que o homem é uma máquina.
 Explicitar o conceito da “virtualização consciencial”.
 Enquadrar a IA na história da evolução físico-biológica do Mundo.

Nov 07, 2008
  • ( http: //forum.vidageek.net/viewtopic.php?f=12&t=25&st=0&sk=t&sd=a )
  • luiz: Olá, Odis (gn66/irm/santos).
  • Interessantes os textos que o irm colocou nessa última mensagem. Tenho comentários com relação ao primeiro,
  • irm: Existe, no entanto, no nosso cérebro uma estratégia seguida pelo nosso sistema nervoso central que se responsabilisa pela organização e processamentos dos conteúdos mentais.
  • luiz: Será que existe, mesmo, uma estratégia (algoritmo, heurística) que o nosso sistema nervoso segue? Afirmar isso é equivalente a afirmar que somos máquinas...
  • irm: Sendo a nova geração de computadores dotada de propriedades anteriormente desconhecidas, de “capacidades de tratamento multiplicadas”, aproximando as máquinas cada vez mais ao modelo racional do Homem.
  • luiz: A evolução tecnológica de forma alguma aproximou as máquinas ao modelo racional humano. Apenas permitiu a manipulação de mais bits por intervalo de tempo, ou seja, apenas um aumento na capacidade de dados; nada mais. Uma "aproximação das máquinas ao modelo racional do homem" seria uma evolução dos algoritmos de simulação.
  • irm: 4. A comunicação com o exterior é posssível nos dois casos, graças a uma linguagem pessoal, simbólica para o cérebro (língua falada ou escrita, gestos, etc.), adaptada, por sua véz para a máquina (C++, Pascal, Python, Fortan, Javascript...).
  • luiz: A comunicação com o exterior, no caso do computador, inclui, também, a saída dos programas (imagens, texto). As linguagens de programação seriam apenas a entrada (a "audição" do computador). De qualquer forma, são linguagens bastante diferentes das humanas, pois não permitem ambiguidades, algo intrínseco da comunicação humana.
  • irm: 5. O cérebro e a máquina podem, perante uma confrontação, escolher a melhor solução, resolver um problema de lógica, base do controlo de uma situação concreta.
  • luiz: Afirmar que o cérebro toma as decisões está de acordo com o que se acredita, atualmente, na comunidade científica, mas será que a decisão é mesmo tomada no cérebro? Não se pode afirmar isso com certeza até que se desvende o funcionamento do cérebro completamente.
  • irm: Os limites das capacidades que são capazes de suportar o chamados cyborg (cyborg=cybernetic organism, que é básicamente um robot humanoide) no presente não são detectáveis...
  • luiz: São detectáveis, sim. Sabe-se, por exemplo (e o próprio autor do texto afirma), que os cyborgs não conseguirão ser criativos.
  • Apesar de concordar mais com o segundo texto, o enfoque deste ainda é muito tecnológico, apesar de se afirmar que apenas o ser humano pode ser racional. Tecnologia não é um entrave. Os computadores e algoritmos atuais já são capazes de realizar simulações muito complexas. Por mais que a tecnologia evolua, jamais será possível realizar a execução de um programa infinito, o que seria necessário para especificar a auto-consciência formalmente.
  • Entretanto, acho possível que ainda construam algum programa capaz de simular bem, a ponto de passar no teste de Turing, um ser humano. Mas note que passar no teste de Turing depende muito da pessoa que o faz e que, portanto, ele não pode ser um critério absoluto para se dizer que um programa é inteligente. Ele serve para uma pessoa afirmar que aquele programa parece inteligente.
  • Oct 26, 2008

    Inteligência Artificial - Contraste Bio-evolutivo

    Os progressos da actualidade, tanto ao nível teórico, como prático, alcançados por diferebtes dimensões das Ciências instigaram os enganheiros de saber a proclamarem, entre outras descobertas inéditas, o fenómeno especultativo da Inteligência Artificial. Por entre a polémica gerada salientam-se duas perspectivas opostas: a de alicabilidade e a de inexequibelidade da tal conjectura. A argumentação aqui assistente orientar-se-á para clarividenciar a impossibilidade da sua concretização.

    A inteligência é um atributo exclusivo do Homem, na medida em que se verifica uma radical incompatibilidade dos sistemas funcionais do ser humano (cérebro) e do computador (processador); enfatiza-se nesta distinção, como é claro, a primitividade dos programas computacionais perante a complexidade do sistema nervoso do anthropos. Penetrando para o interior da nossa mente, examninando os mecanismos que geram e regulam o nosso pensamento, a consci~encia que é o seu motor implica manifestação da intenção subjectiva, isto é, a quele que constitui o carácter do indivíduo como sert autónomo. Ora, como o software dos dias de hoje é, todo ele, fundamentado nos raciocínios lógicos, que suprimem a creatividade, o programa não é capaz de agir livremente, pois, o resultado da sua actividade é globalmente previsível dadas as condições iniciais que lhe são impostas (programadas). Portanto, se a IA é um facto do futuro pões-se em causa a liberdade do Homem. Nestas margens de determinismo, estudando nosso processo evolutivo, tendo em conta a Vida em si, bem como o seu Filho intelignte, sabe-se que foi o único que desenvoleu características pelas quais merece a classificação Homo sapiens, tendo apesar disso, partilhado o ambiente em que evoluiu semelhantemente aos outros animais, fisicamente.

    A justificação desta discordância engrandece a figura do Homem não só perante as criaturas naturais, como também perante as electrónicas, pois, não esclarece o segredo da origem da Inteligência.

    O estado em que se encontra a tecnologia actual não é capaz de sustentar uma inteligência análoga à humana. Não será a afirmação da IA equivalente a visão do Homem como uma máquina? Poderá o caminho evolutivo humano reduzir-se a um conjunto de códigos computacional?

    Oct 23, 2008

    Computador vs. Homem (parte 1)

    Penetrando no interior da nossa mente, examinando os mecanísmos que geram e regulam o nosso pensamento no plano psicológico, numa priméira instância, dificilmente poder-se-á verificar algum esquema sistemático concreto e perceptível. É muito súbtil a aparente desordem de ideias e pensamentos, emoções e sentimentos características do Homem, um ser inteligente. Existe, portanto, no nosso cérebro uma estratégia seguida pelo nosso sistema nervoso central que se responsabilisa pela organização e processamentos dos conteúdos mentais.

    Tem-se observado, nas últimas três decadas, uma considerável, em termos técnicos, evolução das tecnologias informáticas. Sendo a nova geração de computadores dotada de propriedades anteriormente desconhecidas, de “capacidades de tratamento multiplicadas”, aproximando as máquinas cada vez mais ao modelo racional do Homem. Porém, as maquinas permanecem ainda numa fase conservadora em relação ao nível de evolução humana. Tendo em consideração o contraste, enfatisado ao nível intelectual (é comum confundir o termo ‘inteligente’ com o termo ‘racional’, que neste caso só se pode aplicar ao Homem ), creativo e moral, entre os humanos e as máquinas, é possível estabelecer uma análise comparativa:

    1. Cérebro e computador tratam ambos das informações a grande velocidade e em grande quantidade.

    2. A circulação das informações inscreve-se num quadro definido pela regra de comunicação binária do «tudo ou nada», séries de 0 e 1 para a máquia, série de descargas positivas ou negativas para os neurónios.

    3. O tratamento de funções mais complexas faz-se a partir de uma linguagem intermédia que é a montagem de sequências de comandos elementares . Fala-se então de técnicas de montagem em informática e de patterns em neurologia (ex: efeitos neuro-hormonais que constituem a retroacção negativa). Porém, na prática, estes termos cobrem a mesma noção.

    4. A comunicação com o exterior é posssível nos dois casos, graças a uma linguagem pessoal, simbólica para o cérebro (língua falada ou escrita, gestos, etc.), adaptada, por sua véz para a máquina (C++, Pascal, Python, Fortan, Javascript…).

    5. O cérebro e a máquina podem, perante uma confrontação, escolher a melhor solução, resolver um problema de lógica, base do controlo de uma situação concreta.

    6. Cérebro e computador possuem ambos mecanísmos miniaturizados destinados para medição, tanto ao nível temporal, como espacial, armazenamento e organização de informação.

    Um computador não vai mais longe. Ele não emita a actividade do sistema nervoso central. A diferença básica entre o processador de um computador e o cérebro de uma máquina reside principalmente na sua função primordial: enquanto o computador é um instrumento destinado unicamente para a gestão de informação, o cérebro é, em si, um orgão de manifestação do processo de adaptação necessitativa do Homem perante o crescimento das relações sociais. O computador é uma criação do nosso cérebro que, apesar da sua obectividade natural, visa extender as suas capacidades, garantindo a preservação dos princípios instintivos humanos. Nessa perspectiva, a «caça» que o Homem começou fase ao conhecimento, por intermédio dos progressos científicos, não passa de uma complicação do computramento animal. No caso das máquinas, a situação é radicalmente diferente, no que tem a ver com a sua actividade autónoma, que neste momento não tem revelado grandes sucessos, mas cuja impotância na geração que se segue é indispensável. Os limites das capacidades que são capazes de suportar o chamados cyborg (cyborg=cybernetic organism, que é básicamente um robot humanoide) no presente não são detectáveis, o que é muito promissório.

    É fascinante a facilidade com que os computadores resolvem cetos problemas matemáticos e lógicos.

    Oct 20, 2008

    Inteligência Artificial@VidaGeek.net

    Este tópico é para discutirmos nossas opiniões sobre Inteligência Artificial.
    Você acha que um dia as máquinas serão mais inteligentes do que o homem?
    O que é inteligência?
    É apenas uma questão tecnológica?

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