Nov 04, 2008

Imortalidade?

Imortalidade? Uma palavra eterna e que por si só é Uma palavra. Tudo remonta o existencialismo. Certo dia um homem conheceu a sonhar, imaginou um projecto a partir de nada mais do que areia. Desse projecto o homem começou por criar ambições (sonhar cada vez mais), pôs de parte a pergunta “o que é isto?” e transcendeu a “porque é que é isto?” Podemos verificar, já desde as antigas civilizações, que todas elas tenderam a deixar a sua marca na parede, todas elas sublinharam a sua palavra linha da história, através de grandes projectos. Ou seja, cada indivíduo procura o seu reconhecimento.

Meu coração é um pórtico partido
Dando excessivamente sobre o mar.
Vejo em minha alma as velas vãs passar
E cada vela passa num sentido.

Um soslaio de sombras e ruído
Na transparente solidão do ar
Evoca estrelas sobre a noite estar
Em afastados céus o pórtico ido…

E em palmares de Antilhas entrevistas
Através de, com mãos eis apartados
Os sonhos, cortinados de ametistas,

Imperfeito o sabor de compensando

O grande espaço entre os troféus alçados
Ao centro do triunfo em ruído e bando…

Mas o reconhecimento no final acaba por ter um sabor amargo. E então que o homem passa de um egoísmo inútil para um altruísmo profundo. Não mais a pesquisa seria feita, em torno de um só indivíduo mas em função de todos. O homem(geral) passou a ser a medida de todas as coisas. A inteligência Artificial Forte não é nada mais que uma maneira de um ser conseguir alcançar a imortalidade. “Deus criou o homem à sua medida”, tal como nós criaremos o robô à nossa medida. Penso que neste ponto já sabem o que pretendo transmitir. Respondendo à pergunta: “será possível criar um ser digital com uma capacidade de pensamento(inteligente) análoga à do homo sapiens” Na minha opinião, sim. Tal como foi possível o homem voar(através de objectos com uma função análoga a das aves), tal como foi possível o homem chegar à lua, tal como foi possível o homem pensar. Tal como é possível eu estar aqui a analisar o meu pensamento com o intuito de pensar a analise feita pelo meu pensamento, como mais tarde irei analisar o pensamento criado através da análise do meu pensamento. A nível ético chegará a um ponto em que não saberemos bem quem é que irá chamar “mestre” a quem. aliás o processo evolutivo é uma constante, a IA, apenas será o próximo passo na evolução(sob o ponto de vista biológico, a lei do uso e do desuso é perfeita quando relativa a inteligência artificial. não seria nada mais que a criação de um membro ou a atrofiação de outro). Qual o mecanismo que iremos utilizar? A força bruta(por exemplo, num exercício matemático, quantas vezes o resolveremos para tentar chegar a solução?) ou (quantas vezes pensaremos na resolução de um exercício antes de o resolver?)

No final deste raciocínio apenas me sobrou uma coisa,

(?)

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